terça-feira, 18 de novembro de 2025




Não quero o amor, sou o amor.
Desculpem-me a petulância. 
Sou água em abundância. 
Que me inunda, cachoeira 
e sinto o amor em cada célula, 
molécula, poeira. 

 Sou assim, um grão de areia, 
 que semeia, no deserto alto — mar. 

Personifico amar. 
Um propósito, uma teimosia, 
um jeito, 
um amor manso, revolto, 
imperfeito 

Só preciso ajustar meu vento.