Desculpem-me a petulância.
Sou água em abundância.
Que me inunda, cachoeira
e sinto o amor em cada célula,
molécula, poeira.
Sou assim, um grão de areia,
que semeia,
no deserto alto — mar.
Personifico amar.
Um
propósito, uma teimosia,
um jeito,
um amor manso, revolto,
imperfeito
Só preciso
ajustar meu vento.


